30 de ago de 2010

OS JOVENS E O ENGAJAMENTO.

Um estudo encontrou 5 tipos de pessoas em relação ao engajamento eclesial e social: o bem-engajado, o agenda-cheia, o “em crise”, o “enrolão” e o folha-seca. Na prática, estes tipos não existem em forma pura, mas a descrição abaixo nos ajuda a entende-los melhor.
O bem-engajado é o jovem que tem claro um campo de atuação e investe bem nele. Prepara-se para as tarefas que realiza, é responsável e tem muita garra e ideal.
O agenda-cheia é aquele que assume muitos compromissos ao mesmo tempo, mais até do que sua saúde pode suportar. Muitos são generosos, têm ideal de vida e querem transformar a Igreja e a sociedade. No entanto, não sabem colocar limites na sua generosidade. Falta-lhes bom senso e maturidade para dizer “não” em certas ocasiões. Não reservam tempo para si e sua família. Como se desgastam no engajamento, correm o risco de ficar irritados e irritantes.
O “em crise” é normalmente o jovem bem-engajado ou o agenda-cheia de ontem. Há muitos fatores que levam à crise no compromisso eclesial. Por exemplo: as incoerências da estrutura da Igreja, a presença de padres e animadores de comunidades autoritários ou desequilibrados e as próprias falhas do jovem. Depois da crise vem a bonança, e o jovem volta a navegar pelos mesmos mares ou por outros. A crise é ocasião de amadurecer e reorientar opções.
O “enrolão” é o jovem que simplesmente não tem compromisso pastoral ou social. Está sempre arrumando uma desculpa. Diz que vive muito ocupado, que está cansado, que não está motivado, que os jovens da sua comunidade são muito difíceis... Todos estes fatores podem até ser verdadeiros mas, quando se sente no peito o desejo de evangelizar para ajudar o reino de Deus a acontecer neste mundo, encontra-se um tempo e um espaço para fazer algo.
O folha-seca é o jovem inconstante, que fica ao sabor do vento. Começa a trabalhar em uma pastoral ou em um grupo social mas logo desanima. Então, começa com outro e abandona o primeiro sem terminar o que começou. Dá a impressão de que está em movimento, mas não é produtivo.
Seria interessante que cada um fizesse uma auto-análise, refletindo a respeito dos aspectos citados acima, para concluir quais são as barreiras que o estão impedindo de desenvolver todos os seus talentos para colocá-los a serviço do plano de Deus.

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