30 de ago de 2010

OS JOVENS E O ENGAJAMENTO.

Um estudo encontrou 5 tipos de pessoas em relação ao engajamento eclesial e social: o bem-engajado, o agenda-cheia, o “em crise”, o “enrolão” e o folha-seca. Na prática, estes tipos não existem em forma pura, mas a descrição abaixo nos ajuda a entende-los melhor.
O bem-engajado é o jovem que tem claro um campo de atuação e investe bem nele. Prepara-se para as tarefas que realiza, é responsável e tem muita garra e ideal.
O agenda-cheia é aquele que assume muitos compromissos ao mesmo tempo, mais até do que sua saúde pode suportar. Muitos são generosos, têm ideal de vida e querem transformar a Igreja e a sociedade. No entanto, não sabem colocar limites na sua generosidade. Falta-lhes bom senso e maturidade para dizer “não” em certas ocasiões. Não reservam tempo para si e sua família. Como se desgastam no engajamento, correm o risco de ficar irritados e irritantes.
O “em crise” é normalmente o jovem bem-engajado ou o agenda-cheia de ontem. Há muitos fatores que levam à crise no compromisso eclesial. Por exemplo: as incoerências da estrutura da Igreja, a presença de padres e animadores de comunidades autoritários ou desequilibrados e as próprias falhas do jovem. Depois da crise vem a bonança, e o jovem volta a navegar pelos mesmos mares ou por outros. A crise é ocasião de amadurecer e reorientar opções.
O “enrolão” é o jovem que simplesmente não tem compromisso pastoral ou social. Está sempre arrumando uma desculpa. Diz que vive muito ocupado, que está cansado, que não está motivado, que os jovens da sua comunidade são muito difíceis... Todos estes fatores podem até ser verdadeiros mas, quando se sente no peito o desejo de evangelizar para ajudar o reino de Deus a acontecer neste mundo, encontra-se um tempo e um espaço para fazer algo.
O folha-seca é o jovem inconstante, que fica ao sabor do vento. Começa a trabalhar em uma pastoral ou em um grupo social mas logo desanima. Então, começa com outro e abandona o primeiro sem terminar o que começou. Dá a impressão de que está em movimento, mas não é produtivo.
Seria interessante que cada um fizesse uma auto-análise, refletindo a respeito dos aspectos citados acima, para concluir quais são as barreiras que o estão impedindo de desenvolver todos os seus talentos para colocá-los a serviço do plano de Deus.

27 de ago de 2010

VAMOS RIR UM POUCO?

A MORTE DO BURRO.

Um burro morreu bem em frente de uma igreja e, como vários dias depois, o corpo ainda estava lá, o padre resolveu reclamar com o prefeito.
- Prefeito, tem um burro morto na frente da igreja há quase uma semana!
O prefeito, grande adversário político do padre, alfinetou:
- Mas padre, não é o senhor que tem a obrigação de cuidar dos mortos?
- Sim, sou eu! - respondeu o padre, com serenidade e muita paciência. - Mas também é minha obrigação avisar os parentes!

25 de ago de 2010

DEUS É CAPAZ!

"DEUS É CAPAZ DE TROCAR REINOS POR TI... E SE PRECISO FOSSE, DARIA NOVAMENTE A VIDA POR TI!"
E VOCÊ, O QUE É CAPAZ DE FAZER POR ELE?

23 de ago de 2010

SAGRADA ESCRITURA, O CAMINHO DA VIDA!!!

"TODOS OS CAMINHOS DA TERRA PODEM SER OCASIÕES DE UM ENCONTRO COM CRISTO!"

“Não tenhas medo! De agora em diante serás pescador de homens!”

Certo dia, Jesus estava à beira do lago de Genesaré, e a multidão se comprimia a seu redor para ouvir a Palavra de Deus. Ele viu dois barcos à beira do lago; os pescadores tinham descido e lavavam as redes.
Subiu num dos barcos, o de Simão, e pediu que se afastasse um pouco da terra. Sentado, desde o barco, ensinava as multidões.
Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança mais para o fundo, e ali lançai vossas redes para a pesca”.
Simão respondeu: “Mestre, trabalhamos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, pela tua palavra, lançarei as redes”.
Agindo assim, pegaram tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam.
Fizeram sinal aos companheiros do outro barco, para que viessem ajudá-los. Eles vieram e encheram os dois barcos a ponto de quase afundarem.
Vendo isso, Simão Pedro caiu de joelhos diante de Jesus, dizendo: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador!”
Ele e todos os que estavam com ele ficaram espantados com a quantidade de peixes que tinham pescado.
O mesmo ocorreu a Tiago e João, filhos de Zebedeu e sócios de Simão. Jesus disse a Simão: “Não tenhas medo! De agora em diante serás pescador de homens!”
Eles levaram os barcos para a margem, deixaram tudo e seguiram Jesus.
(Lc 5, 1-11)

PARA REFLETIR:
"Viemos dizer com São Pedro, com a humildade de quem se sabe pecador e pouca coisa — homo peccator sum (Lc 5, 8), mas com a fé de quem se deixa guiar pela mão de Deus, que a santidade não é coisa para privilegiados, que a todos nos chama o Senhor, que de todos espera Amor; de todos, estejam onde estiverem; de todos, qualquer que seja o seu estado, a sua profissão ou o seu ofício, porque essa vida corrente, comum, sem aparência, pode ser meio de santidade. Não é necessário abandonar o próprio estado no mundo para buscar a Deus se o Senhor não dá a uma alma a vocação religiosa, uma vez que todos os caminhos da terra podem ser ocasiões de um encontro com Cristo.”
São Josemaria Escrivá

15 de ago de 2010

FINAL DE SEMANA MUITO ABENÇOADO!

A FAMILIA SALESIANA REUNIU-SE EM UMA PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA APARECIDA NO  DIA 14/08/2010, PARA MANIFESTAR, FRATERNALMENTE, A GRANDE DEVOÇÃO À PADROEIRA DO BRASIL.

FOTOS DA ROMARIA SALESIANA A APARECIDA.




13 de ago de 2010

DOM BOSCO - SEMENTES DO AMOR!

A HISTÓRIA E O LEGADO DO FUNDADOR DA CONGREGAÇÃO SALESIANA.


16 DE AGOSTO - DIA DO NASCIMENTO DE DOM BOSCO.
Há comunidades salesianas em mais de cem países nos cinco continentes. É sempre bom recordar as origens dessa imensa rede de pessoas a serviço do próximo e as do seu fundador.
Tudo começou numa vila denominada Becchi, perto de Turim, onde João Melchior Bosco veio ao mundo, em 16 de agosto de 1815. Tempos difíceis, uma Itália dividida pelas guerras e marcada pela fome. Dom Bosco tinha apenas 5 anos de idade, quando pensou que estava no mundo unicamente para reunir jovens e ensiná-los o catecismo. Mais tarde, aos 9 anos, um sonho lhe revelou um pouco da grandeza de sua missão. Ensinar os jovens, "não com pancadas, mas com mansidão e caridade", foi o que o misterioso personagem do sonho recomendou ao ver o pequeno João rebater blasfêmias de jovens com palavras e socos. A sugestão, levada a cabo por Dom Bosco incansavelmente durante a sua trajetória, é a essência da pedagogia salesiana, baseada no "amor, razão e religião". Esse trinômio foi desenvolvido por Dom Bosco na sua criação mais original, o Sistema Preventivo. Nele, São João Bosco define o amor no processo educativo como a grande motivação do educador. "Ele não ama para educar, educa porque ama".
A primeira conquista do visionário santo foi o Oratório de Valdocco, em 1846. A juventude abandonada de Turim acabava de ganhar um ambiente alegre e acolhedor. Ali, Dom Bosco usava diversos recursos inovadores para aproximar os jovens da Palavra de Deus. Não por acaso, também é lembrado como Padroeiro dos Mágicos Ilusionistas. Ele era hábil na arte circense.
Em 1859 nascia a Sociedade Salesiana, nomeada assim em homenagem a seu patrono, São Francisco de Sales, o santo preferido de Dom Bosco, modelo de bondade e caridade para os salesianos. A partir daí, Dom Bosco veria o começo da expansão pelo mundo da obra que fundou.
No dia 15 de maio de 1887, ele rezou uma missa com duração aproximada de três horas. Contam os historiadores que sua vida correu-lhe pela mente como um filme, levando-o a emoção plena ao lembrar das palavras de Nossa Senhora, ouvidas no célebre sonho, aos 9 anos: "A seu tempo você tudo compreenderá".
O legado de Dom Bosco vive em nossas salas de aula, no material didático, no carinho dos educadores e conquistas dos bons cristãos e honestos cidadãos que passam ou já passaram por alguma casa salesiana.
Conforme a legítima espiritualidade cristã, comemoremos o dia 31 de janeiro com bastante festa. Nesse dia Dom Bosco partiu ao encontro do Pai, na eternidade, incumbindo-nos a responsabilidade de cuidar para que as sementes deixadas nesta terra perdurem e se multipliquem.
Que a memória de Dom Bosco seja sempre uma inspiração para todos nós.
Fonte : Salesianos do Brasil

6 de ago de 2010

“HONRAR PAI E MÃE”

RESGATEMOS OS VALORES DA FAMILIA E TENHAMOS SEMPRE COMO EXEMPLO A SAGRADA FAMILIA DE NAZARÉ. NÃO DEMOS OUVIDOS ÀS MENTIRAS QUE A MIDIA NOS CONTA MIL VEZES, TENTANDO TRANSFORMA-LAS EM VERDADES. FILTREMOS OS NOSSOS PENSAMENTOS NOS ENSINAMENTOS DE JESUS, POIS ELE DISSE: - EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.
EM HOMENAGEM A TODOS OS PAIS, E EM ESPECIAL EM HOMENAGEM AO MEU PAI E TAMBÉM À MINHA MÃE, SEGUE ABAIXO UM TEXTO QUE NOS INCENTIVA A VIVER O AMOR A PARTIR DO RELACIONAMENTO ENTRE FILHOS E PAIS.

"HONRAR PAI E MÃE." 
"A grande e honrosa tarefa que Deus reservou para os pais é a de gerar e educar os seus filhos. Digo "seus", porque, antes dos filhos serem nossos, eles são de Deus (cf. CIC, 2222), já que só Deus pode dar de fato a vida. Nós somos seus cooperadores nesta tarefa sublime, mas sabemos que só Ele pode nos "tirar do nada" e chamar para participar, como disse Paulo VI, do "banquete da vida".
(...) Os pais são cooperadores de Deus na maior de todas as missões, gerar os filhos de Deus, à sua imagem e semelhança. Nada pode se igualar à sublimidade desta obra. Se é importante e digno produzir os bens que utilizamos: casas, roupas, móveis, alimentos, etc, quanto mais digno e nobre é dar a vida a novos seres? Uma só vida humana vale mais do que todo o universo material, pois nada disso tem uma alma imortal, imagem e semelhança do próprio Deus, dotada de inteligência, liberdade, vontade, consciência e capacidade de amar, sonhar, sorrir, chorar, cantar e rezar. Infelizmente o valor da vida humana parece ter baixado a um nível inimaginável. Mata-se em nossas ruas com a mesma frieza com que se abatem os animais nos matadouros. Mata-se por um punhado de dinheiro, por um relógio, um tênis ou uma bicicleta... Aquele que não conhece o valor da sua vida, também não dá valor à vida dos outros; e a elimina por qualquer ninharia. (...) A que ponto desceu o valor da vida humana! Por outro lado, vemos hoje, crescer até o incentivo ao suicídio, à eutanásia, e ao aborto. É a "cultura da morte" que tende a substituir a "cultura da vida", como tantas vezes tem dito o Papa João Paulo II. Diante desse quadro triste, cresce ainda mais a importância da família e dos pais. É impressionante notar como Deus exalta a figura dos pais, em face da sua missão importantíssima de gerar e educar os filhos. O destaque aos pais começa pelo fato de um dos Mandamentos, o quarto, ser dedicado a eles: "Honrar pai e mãe". São Paulo nota que "este é o primeiro mandamento que vem acompanhado de uma promessa: Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra" (Dt 5,16; Ef 6,2). (...) Fazendo eco a essas palavras o Papa João Paulo II, diz na Carta às Famílias: "Honra o teu pai e a tua mãe", porque eles são para ti, em determinado sentido, os representantes do Senhor, aqueles que te deram a vida, que te introduziram na existência: numa estirpe, numa nação, numa cultura. Depois de Deus são eles os teus primeiros benfeitores. (...) Honrar quer dizer reconhecer a dignidade do pai e da mãe, e desinteressadamente amá-los. (...)
Todo o capítulo 3 do Livro do Eclesiástico mostra a importância dos pais na vida dos filhos, a importância da autoridade que Deus lhes confiou ... "Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos" (Eclo 3,2). Aqui fica claro que os pais são colocados na vida dos filhos para conduzi-los à salvação mediante os conselhos, isto é, a orientação para a vida. O filho que desprezar esses conselhos corre o risco de se perder nos caminhos perigosos da vida. Muitos jovens se tornaram escravos dos vícios, da droga, do crime, da prostituição, e de tantos outros males, porque não ouviram os conselhos dos seus pais. Outros se perderam porque os seus pais não lhes deram esses conselhos, o que é mais grave; e outros se perderam porque não tiveram pais para aconselhá-los. (...) "Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro. Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração" (v. 5 e 6). Quem de nós não deseja encontrar alegria em seus filhos? Quem não deseja ser atendido por Deus em sua oração ? Pois bem, essas são promessas que Deus faz aos filhos que honrarem os seus pais. Vemos aí a que altura Deus elevou a figura do pai e da mãe. Honrar a mãe é como acumular um tesouro. E as promessas continuam: "Quem honra seu pai gozará de vida longa... (v.7). Esta "vida longa", que para os judeus era sinal da bênção de Deus, pode significar também uma vida abençoada por Deus. (...) O Eclesiástico nos ensina de que modo o filho deve honrar os pais: "Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência a fim de que ele te dê a sua bênção" (v.9 e 10). Honrar é uma expressão muito forte, quer dizer "encher de honra", de glória, de respeito ... e tudo isto deve ser feito "por teus atos e tuas palavras". Quantos filhos ofendem os seus pais por palavras: ofensas, zombarias, palavrões!... Quantos filhos os desonram com os seus atos: maus comportamentos, mentiras, desobediências, desgostos!... Certa vez ouvi um pai, desesperado com as desordens provocadas pelos filhos, dizer: "meus filhos pensam que eu sou papel higiênico deles, só me chamam para limpar as suas sujeiras..." É sobretudo com uma vida digna e honrada que o filho honra os seus pais. Outro aspecto muito importante que o Eclesiástico destaca é a grandeza e importância da "benção dos pais": "... afim de que ele te dê a sua benção e que esta permaneça em ti até o teu último dia " (V. 9 e10). A benção dos pais para os filhos não é mera formalidade social ou tradicional; mas é a benção do próprio Deus para os filhos "através" dos pais, por meio daqueles que lhe deram a vida. (...) Urge portanto resgatar este santo costume: "A benção pai! A benção mãe!" "Deus te abençoe meu filho!" (...) Tenho para comigo que muitos filhos seriam livres de tantos perigos, no corpo e na alma, se sempre pedissem a benção de seus pais. Diz o Eclesiástico que: "A benção do pai fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces" (v.11). (...) Mais adiante o livro do Eclesiástico diz : "Meu filho, ajuda a velhice do teu pai, não o desgoste durante a vida" (v. 14). O cuidado com os pais deve ser esmerado, sobretudo na velhice. Muitos filhos, na correria da vida, acabam se esquecendo dos pais idosos, faltando-lhes o carinho, a companhia e o sustento. Sabemos que é incômodo cuidar dos velhos, doentes, às vezes ranzinzas. Mas é nesta hora, sobretudo, que se prova o amor dos filhos por eles. "Se seu espírito desfalecer sê indulgente, não o desprezes porque te sentes forte, pois tua caridade para com o teu pai não será esquecida" (v. 15). Se a nossa caridade para com os outros irmãos não é esquecida por Deus, quanto mais a caridade para com os pais! O Espírito Santo nos mostra pelo Eclesiástico três grandes recompensas que Deus tem reservado para os filhos que suportam com paciência os defeitos dos pais: "... por teres suportado os defeitos de tua mãe, ser-te-á dada uma recompensa:
[1] tua casa tornar-se-á próspera na justiça,
[2] lembrar-se-ão de ti no dia da aflição.
[3] teus pecados dissolver-se-ão como o gelo ao sol forte" (v. 16 e 17).
Eis uma realidade: os pais também têm defeitos. Mas Deus quer recompensar ricamente o filho que, com paciência, suporta esses defeitos e, assim mesmo, honra os pais. Se esses são difíceis, intolerantes, cheios de manias, maior será o mérito do filho diante de Deus, por ter honrado um pai ou uma mãe tão difícil. Deus sabe que há pais terríveis: alguns bêbados, outros drogados, outros criminosos, adúlteros, etc... mas, é por isso mesmo que ele oferece aos filhos essas três belas recompensas acima para aqueles que, na caridade e na paciência, por amor a Deus, os suportarem, mesmo com os seus defeitos. Qual é o filho que não quer que a sua futura casa seja próspera na justiça; isto é, na retidão e na verdade? Quem é de nós que não quer que alguém se lembre de nós nos momentos de aflição, de angústia, de uma doença, de um desemprego, etc.? Quem é de nós que não quer ver os próprios pecados se dissolverem como se fossem gelo sob o sol forte? Pois bem, essas três belas promessas Deus faz aos filhos que souberem "suportar", com paciência, os defeitos dos próprios pais. Como Deus ama os nossos pais! Tenho trabalhado com jovens; e sei que muitos sofrem por causa dos problemas dos pais. No entanto, por amor a Deus, na força do Espírito Santo, tenho visto muitos jovens superarem os ressentimentos causados pelos pais; muitos até têm contribuído decididamente para a conversão dos pais e a mudança de suas vidas. Quanto mais difícil for para um jovem amar e honrar os seus pais, por causa dos seus defeitos, tanto mais terá méritos diante de Deus e tanto mais será recompensado e abençoado. Estas três promessas para o filho que "suportar" os defeitos dos pais, são grandiosas. Certamente Deus enviará o seu Anjo a socorrê-lo nos momentos de dificuldades. E quem não precisa deste socorro do céu, na caminhada deste vale de lágrimas? Se o teu pai não lhe der amor "vingue-se" dele, amando-o; fazendo por ele o que talvez os teus avós não puderam fazer. A "vingança do cristão é o perdão". Se de um lado, podemos dizer que chega ao heroísmo o filho que honra o pai, indigno deste nome, por outro lado, Deus o recompensará sobremaneira. (...) O Catecismo da Igreja nos ensina que "a paternidade divina é a fonte da paternidade humana"(CIC, 2214), e que aí está o "fundamento da honra devida aos pais". Os filhos devem aos pais o "dom da vida". "Honra teu pai de todo o coração e não esqueças as dores da tua mãe. Lembra-te que foste gerado por ela. O que lhes dará pelo que te deram? (Eclo 7,27-28). É impressionante como a Bíblia está repleta de palavras que destacam a importância dos pais na vida dos filhos: "Meu filho, guarda os preceitos de teu pai, não rejeites as instruções de tua mãe... Quando caminhares, te guiarão; quando descansares, te falarão" (Pr 6,20-22). "Um filho sábio escuta a disciplina do pai, e o zombador não escuta a reprimenda" (Pr 13,1). Temos que dizer aqui, que lamentavelmente certos pais dão conselhos imorais a seus filhos. Neste caso, diz o Catecismo, "se o filho estiver convicto em consciência de que é moralmente mau obedecer a tal ordem, que não o siga" (CIC, 2217). Infelizmente alguns pais conduzem os filhos pelos caminhos da imoralidade, prostituição, trapaças nos negócios, etc. O filho convertido ao Senhor terá então a missão de rezar e trabalhar para conduzir o seu pai a Deus. Um filho convertido pode até se tornar um pai espiritual do próprio pai terreno. Quero agora, perguntar a cada jovem: Na sua casa, você é um problema a mais, ou você é solução para os problemas da família? Será que você é daqueles jovens que fazem da sua casa uma pensão, um hotel, onde só entram para comer e dormir? Será que você é daqueles que fazem a mãe de escrava e empregada, e do seu pai alguém que deve te dar tudo? Você não está entre aqueles que têm vergonha do pai, porque ele já não tem dentes, ou porque não sabe falar direito? Você sabe perdoar o seu pai e sua mãe? Você tem para eles uma palavra de conforto, carinho, boa vontade? Você sabe beijá-los? Você pede-lhes a benção? Você reza por eles? Você sabia que muitas vezes eles choram por causa de você, no silêncio do quarto!?..."
Do livro " FAMÍLIA, SANTUÁRIO DA VIDA" - Prof. Felipe Aquino

1 de ago de 2010

PADRES, OS NOSSOS IRMÃOS MAIS PRÓXIMOS!

DIA 4 DE AGOSTO, DIA DE SÃO JOÃO MARIA VIANNEY E O DIA DO PADRE.
SENDO FILHOS DO MESMO PAI, O SENHOR NOSSO DEUS, SOMOS TODOS IRMÃOS EM CRISTO. E, RECONHECENDO OS PADRES COMO OS REPRESENTANTES DE JESUS NO NOSSO MEIO, SINTO QUE, DENTRE TODOS OS IRMÃOS, OS PADRES SÃO OS NOSSOS IRMÃOS MAIS PRÓXIMOS!
SEGUE ABAIXO UM TEXTO DE UM PADRE SALESIANO, EM HOMENAGEM A TODOS OS PADRES, MAS EM ESPECIAL AOS MEUS AMIGOS PADRES.

Carta de um padre.
"Uma arvore que cai, faz mais barulho que uma floresta que cresce".
Segue a carta do padre salesiano uruguaio Martín Lasarte, que trabalha em Angola, endereçada ao jornal norte-americano The New York Times. Nela expressa seus sentimentos diante da onda midiática despertada pelos abusos sexuais de alguns sacerdotes enquanto surpreende o desinteresse que o trabalho de milhares de religiosos suscita nos meios de comunicação.
Eis a carta:
"Querido irmão e irmã jornalista: sou um simples sacerdote católico. Sinto-me orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes atos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.
Vejo em muitos meios de informação, sobretudo em vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes...
Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio.
É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo!
Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu precisei transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso e as ONGs não estavam autorizadas; que tive que enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no Moxico (Angola) com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas para mais de 110.000 crianças...
Não é do interesse que, com outros sacerdotes, tivemos que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois de sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino.
Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda curando os meninos de rua, levando-os a uma casa de acolhida, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio.
Tampouco que Frei Maiato, com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados.
Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em um leprosário, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiros ou órfãos de pais que morreram de Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a soropositivos... ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.
Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurelio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, e cinco senhoras catequistas, tenham morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Nenhum passa dos 40 anos.
Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote “normal” em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias consumindo sem barulho a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.
Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura...
Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido.
Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre em sua profissão.
Em Cristo,
Pe. Martín Lasarte, SDB."