28 de mai de 2011

REPENSAR O JÁ PENSADO.

Como vemos a vida? O que as crianças aprendem que é a vida? E o que nós, adultos, acreditamos que ela seja? As crianças, no mundo de hoje, são sufocadas pelo acúmulo de atividades porque seus pais acreditam que elas devam se preparar para ter sucesso no futuro. Os pais anseiam que seus filhos tenham mais do que eles conseguiram ter, mesmo sem procurar saber quais são as necessidades reais de seus filhos. Mesmo os pais, muitas vezes, não se preocuparam em descobrir quais eram suas próprias necessidades e passaram boa parte de suas vidas sendo levados pela onda devastadora das idéias impostas pelo mundo moderno. A subjetividade deixou de ser importante porque o coletivo dita quais são as necessidades de todos, igualmente. Os adultos se deixam robotizar e, sem perceber, acabam por robotizar também os seus filhos. A necessidade de cada um vem do desejo de ter o que o outro tem e de ser o que o outro é. Aceita-se tudo muito facilmente porque pensa-se pouco. As pessoas não querem mais gastar tempo nem para pensar e preferem usar pensamentos já prontos porque é mais prático assim. A exemplo da fast-food, a comida rápida, lançaram também o fast-thought, o pensamento rápido, de fácil acesso a todos. A criança pede aos pais um par de tênis de uma determinada marca porque todos os seus amigos têm tênis daquela marca. Não importa se ela precisa daquele par de tênis, ou se o acha realmente bonito e confortável. A classe já pensou por ela e ela aceitou o pensamento. E quando os pais questionam a necessidade de comprar aquele par de tênis, a criança, que se acha muito esperta, se apóia em atitudes semelhantes tomadas por seus próprios pais.
Como agirão, com seus filhos, os filhos desses pais? Provavelmente, de forma parecida com a que seus pais agem com eles. Não quero questionar e nem apontar culpados, apenas evidenciar o problema, pois não fomos feitos para ser espelhos de ninguém! Um dos lados tem de romper a corrente. Quem romper a corrente, ganha o jogo! O melhor da história, é que ganha para os dois lados: o dos adultos e o das crianças.
Os pais, se perceberem como estão gastando mal o seu tempo e mudarem o rumo de suas vidas, poderão dar exemplos aos seus filhos, resgatando os valores da família e mostrando que a vida não precisa ser levada pelas ondas do mundo. Mas, se os filhos perceberem o engano antes dos pais, também podem repensar o já pensado e mostrar aos pais outras possibilidades para o ser.
Todos podemos refletir antes de aceitar os pensamentos prontos que nos são oferecidos a todo instante, mas tenhamos cuidado para que, ao escaparmos de uma armadilha, não caiamos em outra!
Combatamos a preguiça intelectual! Provoquemos o pensamento!

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