15 de abr de 2012

FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA!

Um dos elementos mais importantes da devoção à Divina Misericórdia presentes nas revelações de Nosso Senhor à Santa Faustina é a Festa da Misericórdia. No Diário o tema recorrem em 37 números, em 16 dos quais nos deparamos com uma manifestação extraordinária de Jesus a seu respeito. Com efeito, aos 22/02/1931, uma das primeiras revelações de Jesus à Santa Faustina diz respeito à Festa da Misericórdia, que deveria ser celebrada no 2º domingo da Páscoa:
Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 49; cf. 88; 280; 299b; 458; 742; 1048; 1517).
A Festa é uma obra divina, mas Ele quer que Santa Faustina se empenhe tanto em sua implantação (D. 74; 341; 463; 1581; 1680), como em seu incremento: “Na Minha festa, na Festa da Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei” (D. 206); “Pede ao Meu servo fiel que, nesse dia, fale ao mundo inteiro desta Minha grande misericórdia, que aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida, alcançará perdão total das culpas e penas” (D. 300a; cf. 1072). Santa Faustina abraça com toda a alma esta causa, pelo que exclama e reza: “Oh! como desejo ardentemente que a Festa da Misericórdia seja conhecida pelas almas!” (D. 505); “Apressai, Senhor, a Festa da Misericórdia, para que as almas conheçam a fonte da Vossa bondade” (D. 1003; cf. 1041). Jesus leva a sério a dedicação de Santa Faustina nesta missão: “Pelos teus ardentes desejos, estou apressando a Festa da Misericórdia...” (D. 1082; cf. 1530), e por isso o demônio procura atrapalhar o seu caminho (D. 1496).
Em 1935, no domingo de encerramento do Jubileu da Redenção, Santa Faustina participa da Eucaristia como se estivesse celebrando a Festa da Misericórdia; Jesus então se lhe manifesta como está na imagem e lhe diz: “Essa Festa saiu do mais íntimo da Minha misericórdia e está aprovada nas profundezas da Minha compaixão. Toda alma que crê e confia na Minha misericórdia irá alcançá-la” (D. 420; cf. 1042; 1073). Sabe, contudo, que talvez não participe em vida da sua celebração, mas nem por isso se desanima: “Eu sou apenas Seu instrumento. Oh! quão ardentemente desejo ver essa Festa da Misericórdia Divina que Deus está exigindo através de mim, mas se for a vontade de Deus e se ela tiver que ser comemorada solenemente apenas depois da minha morte, eu já agora me alegro com ela e já a comemoro interiormente com a permissão do confessor” (D. 711). Chega a tomar conhecimento – por iluminação divina – das disputas que se dão no Vaticano por causa desta Festa (D. 1110; cf. 1463) e dos avanços positivos a seu respeito através do Beato Pe. Sopocko (D. 1254). A Festa propriamente dita seria celebrada no Santuário de Cracóvia-Lagiewniki seis anos após a morte de Santa Faustina (1944).
Fica patente no Diário que existe uma relação muito estreita entre Festa da Misericórdia e veneração do quadro, proclamação da divina misericórdia, confiança nesta divina misericórdia, participação nos sacramentos (Eucaristia e Confissão) e remissão dos pecados (culpas e penas):
A tua tarefa e obrigação é pedir aqui na Terra a misericórdia para o mundo inteiro. Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia. Faço-te dispensadora da Minha misericórdia. Diz ao teu confessor que aquela Imagem deve ser exposta na igreja, e não dentro da clausura desse Convento. Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (D. 570); “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa” (D. 699); “Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia” (D. 1109).
Em 1936 o Senhor lhe pede que esta Festa seja preparada espiritualmente: “O Senhor me disse para rezar o Terço da Misericórdia por nove dias antes da Festa da Misericórdia. Devo começar na Sexta-feira Santa. Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças” (D. 796; cf. 1059; 1209). A relevância desta Festa se pode depreender também da seguinte exortação e promessa: “As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade” (D. 965; cf. 998).
Não fechemos o nosso coração: ouçamos a voz do Senhor! Caro devoto e apóstolo, não deixe de participar da grande Festa da Divina Misericórdia em nosso Santuário ou onde lhe for mais conveniente! Prepare-se com uma boa confissão, traga o seu quadro e convide os seus parentes e amigos! Eis o tempo da graça, eis o dia da salvação!
Fonte: Portal da Misericórdia

8 de abr de 2012

O OVO E OUTROS SÍMBOLOS DA PÁSCOA.

Os ovos de Páscoa:
O costume dos ovos de Páscoa, segundo a tradição, remonta aos povos antigos no início de sua conversão ao cristianismo. Simbolizam o próprio sepulcro do Senhor: estava fechado e rompeu-se numa explosão de vida plena. Um ovo, quando chocado, aparentemente não possui vida. Eis que, completando os dias, a casca se rompe e surgi uma nova criatura. Com o decorrer dos tempos, as pessoas passaram a encher cascas vazias com doces conhecidos ou, ainda, a confeccionar ovos de chocolate para presentear familiares e amigos. Ovo que se rompe, sepulcro que se abre: símbolos de nosso coração que, muitas vezes, persiste em fechar-se em si mesmo. Quem se abre para o novo, mostra-se nova criatura!
O coelho da Páscoa:
Exemplo de fertilidade, fecundidade, o coelho foi logo adotado como símbolo dos cristãos que cresciam rapidamente em número após a Ressurreição do Senhor. Apesar de perseguidos desde o início, muitos mantiveram sua fé. Regaram com seu precioso sangue o canteiro da Igreja nascente. Foram semente de vida nova para tantos que viriam depois. Seguiram seu Senhor em tudo: até mesmo no martírio. Na Páscoa nos lembramos de que tudo o que somos, toda a esperança que alimentamos, só tem sentido após a vitória do Senhor Jesus sobre a morte. Neste sentido, multipliquemos não só o número de nossos irmãos, mas a qualidade de nossa fé e testemunho.
O Círio Pascal:
Na noite de Aleluia, no Sábado Santo, o sacerdote entra na igreja, que está com as luzes apagadas, portando nas mãos uma grande vela chamada Círio Pascal. É símbolo do próprio Senhor, a luz da vida nova que dissipa toda treva do nosso coração. Como o povo de Israel outrora foi guiado pela coluna luminosa enquanto atravessava o deserto, também nós, hoje, somos guiados pela grande luz do Ressuscitado. Como esta vela que se consome mas, até se extinguir, gera vida ao seu redor, assim foi o mestre Jesus e assim devemos ser todos nós. Aprendamos a morrer cada dia, gerando vida, gerando luz: sinais de ressurreição entre as trevas do pecado.
O Cordeiro:
Tanto no Antigo como no Novo Testamento Jesus é apresentado como o Cordeiro de Deus. Sete séculos antes da vinda de Jesus, o profeta Isaías anunciou que o Messias seria levado à morte como um cordeiro, sem abrir a boca (Is 53,7). Também João Batista assim afirmou: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). No momento em que Jesus morria, era imolado no templo o cordeiro pascal, que os judeus costumavam sacrificar na Páscoa. O cordeiro imolado pelos hebreus outrora era símbolo da Páscoa, da passagem da escravidão para a libertação. Jesus, o novo e definitivo Cordeiro, derramou seu sangue num sacrifício único para que nossos pecados fossem perdoados e tomássemos posse do Reino prometido.
A SANTA CEIA DE LEONARDO DA VINCI
A Ceia Pascal:
Jesus, antes de ser entregue para o sacrifício, celebrou com seus discípulos a Ceia Pascal, conforma o rito dos judeus. Estes faziam como memorial da libertação operada outrora entre os hebreus no Egito. Jesus a celebrou como despedida, passagem sua deste mundo para o Pai. Jesus, na Ceia Pascal com os doze apóstolos, renovou e plenificou o conteúdo salvífico daquele rito tradicionalmente celebrado. Era a instituição da Eucaristia: presença permanente do Senhor em nosso meio. A Páscoa, sem estar unida à Eucaristia, é incompleta, não tem seu real significado. Também em nossas casas, o encontro ao redor da mesa fraterna nos recorda que estamos celebrando a alegria do Ressuscitado que venceu a morte.
A água:
Na noite do Sábado Santo, ou Vigília Pascal, costuma-se proceder à benção da água batismal. No início da criação o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Também outrora o povo de Israel, para ser libertado do Egito, atravessou o mar Vermelho a pé enxuto. A humanidade foi salva pelas águas do dilúvio, através de Noé e sua família. O próprio Jesus Cristo foi batizado nas águas do rio Jordão, e mandou que seus discípulos batizassem todos os povos. Água é vida: símbolo da vida nova trazida por Jesus e que nos foi doada no dia do nosso Batismo. Só ele mata nossa sede do eterno e dá sentido à nossa existência sobre a terra. Só ele é a verdadeira água viva!
O Aleluia:
Significa glória a Deus, exclamação litúrgica de alegria ou, ainda, da ação de graças. Sua origem é muito antiga na Bíblia. No início, pronunciava esta palavra o cantor dos salmos, sacerdote ou levita, e todo o povo respondia prontamente. Jesus e os apóstolos entoaram os salmos 113-118, chamados Hallel, pouco antes de se dirigirem ao horto das Oliveiras. Para o cristão, a palavra Aleluia significa toda a alegria, toda a ação de graças e glorificação que devem existir em seu coração pascal. É a festa de Jesus Ressuscitado! A comemoração do Sábado Santo se inicia com o sacerdote ou diácono que, entrando na igreja com o Círio Pascal, entoa solenemente o Aleluia. Que este ecoe em nossos corações durante cada dia deste ano!