25 de nov de 2010

DIA MUNDIAL DE AÇÃO DE GRAÇAS.

A celebração de Ação de Graças é um encontro de gratidão, entre nossa humanidade faminta e sedenta e o nosso Deus, fonte e alimento divino que plenamente nos sacia e suscita em nossos corações o desejo de viver no amor e na generosidade.
Dar graças a Deus é, também, dispor-se a abraçar o apostolado no mundo e nas situações do nosso quotidiano, transformando-nos em sinais indicadores do caminho que leva a Deus.

MISSA DE AÇÃO DE GRAÇAS DA
COMUNIDADE SALESIANA DE PINDAMONHANGABA
COM A PARTICIPAÇÃO DE APROXIMADAMENTE 1000 FIÉIS

A virtude da gratidão está em toda a Bíblia. É próprio das almas nobres agradecer sempre e por todas as coisas. O salmista exclama: "Bom é render graças ao Senhor..." E outra vez: "Entrai por suas portas com ações de graças..." (Sl 92.1 e 100.4). Assim, o render graças a Deus , é tão antigo quanto a humanidade. Vem dos tempos bíblicos e reflete-se ao longo da história.
O costume do "Dia de Ação de Graças" vem dos Estados Unidos. Em 1620, saindo da Inglaterra, singra os mares o "Mayflower", levando a bordo muitas famílias. São peregrinos puritanos que, fugindo da perseguição religiosa, vão buscar a terra da liberdade. Chegando ao continente americano, fundam treze colônias, semente e raiz dos Estados Unidos da América do Norte.
O primeiro ano foi doloroso e difícil para aquelas famílias. O frio e as feras eram fatores adversos. Não desanimaram. Todos tinham fé em Deus e nas suas promessas.
Cortaram árvores, fizeram cabanas de madeira, e semearam o solo, confiantes. Os índios, conhecedores do lugar, ensinaram a melhorar a produção.
E Deus os abençoou. No outono de 1621, tiveram uma colheita tão abençoada quanto abundante. Emocionados e sinceramente agradecidos, reuniram os melhores frutos, e convidaram os índios, para juntos celebrarem uma grande festa de louvor e gratidão a Deus.
Nascia o "Thanksgiving Day", celebrado até hoje nos Estados Unidos, na quarta quinta-feira de novembro, data estabelecida pelo Presidente Franklin D. Roosevelt, em 1939, e aprovada pelo Congresso em 1941.
O embaixador brasileiro Joaquim Nabuco, participando, em Washington, da celebração do Dia Nacional de Ação de Graças, falou em tom profético: "Eu quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus". Estas palavras moveram consciências no Brasil.
No governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Congresso Nacional aprovou a Lei 781, que consagrava a última quinta-feira do mês de novembro como o Dia Nacional de Ação de Graças.
Porém, em 1966, o Marechal Humberto Castelo Branco modificou esta Lei, dizendo que não a última, mas a quarta quinta-feira do mês de novembro seria o Dia Nacional de Ação de Graças, para coincidir com esta celebração em outros países.
Sim, aquelas palavras de Joaquim Nabuco, grande estadista brasileiro, encontraram eco em muitos corações. Hoje, são muitas as comunidades que, como num grande coro universal de gratidão a Deus, celebram nacionalmente o Dia de Ação de Graças, na quarta quinta-feira de novembro.
Em tudo e por tudo devemos dar graças a Deus!

21 de nov de 2010

VER, "JULGAR" E AGIR.

Ver, Julgar e Agir é um método que consiste em exercitar o senso crítico, que é ter plena consciência dos nossos atos. Propõe-se, então, a ação fundamentada na reflexão auxiliada pela aplicação dos ensinamentos morais trazidos por JESUS CRISTO.
O método Ver, Julgar e Agir permite que as pessoas tenham uma visão mais acurada da realidade. Muitos grupos acabam formando quase que guetos, pois todos pensam do mesmo modo e sem contradições, o que pode ocasionar o comodismo. Muitos nem sabem o que se passa ao seu redor, nos seus bairros, nas suas escolas, nem qual é o sentimento daqueles que os acompanham diuturnamente. É preciso, pois, quebrar essas amarras do pensamento. Como? Aplicando esse método em tudo o que passar pelas nossas cabeças.
Há, na sociedade, muitos dispositivos para nos iludir. A propaganda na televisão, por exemplo, quer nos vender produtos de que não temos necessidade. Observe com que tintas e com que cores são pintadas as propagandas de cigarros e bebidas. Vende-se a idéia de que, saboreando aquela bebida ou aquele cigarro, seremos pessoas importantes, teremos o nosso automóvel, conquistaremos parceiros ou parceiras bonitas e tudo o mais. Aí está a falsa realidade que precisa ser repensada.
Olhemos tudo com muita atenção, procurando exercitar o juízo crítico, não de crítica. Posteriormente, lembremo-nos de colocar em prática o que foi refletido. Este é o método por excelência.
Adaptação de texto do livro O Senso Crítico e o Método Ver-Julgar-Agir, do Pe. Jorge Boran.

16 de nov de 2010

DO SENSO COMUM AO SENSO CRÍTICO!

O senso comum está cercado de opiniões não conclusivas, não fundamentadas e isso podemos observar facilmente em nosso cotidiano. Segundo o Dicionário Virtual Priberam, o senso comum é a “faculdade que a generalidade dos homens possui de raciocinar com acerto” e, o senso crítico, a “faculdade de apreciar e julgar com ponderação e inteligência”.
Por essas concepções, já podemos observar que existe relação entre eles. Enquanto no senso comum  raciocinamos com a possibilidade de acertar, no senso crítico somos mais analíticos, ponderados e utilizamos de raciocínio inteligente para chegar a uma conclusão. No senso comum não precisamos de experiências para chegar à conclusão de algo, mas sim, de suposições.
Essas suposições encontramos em crenças, tradições e estão fortemente presentes em nossas vidas. Um forte exemplo disso vem lá de nossa infância, quando nossos pais nos proibiam de comer manga e tomar leite. Segundo a lenda, a ingestão dos dois elementos causaria uma forte intoxicação e poderia provocar a morte.
E essa história nada mais é do que realmente uma história, pois sabe-se que foi inventada com o intuito de proibir os escravos de tomarem leite, já que este era muito valorizado comercialmente.
Como chegaram a essa conclusão? Através do senso crítico, da análise, pois foi preciso vivenciar o ato, pesquisar sobre o assunto, para finalmente concluir que a mistura dos dois ingredientes resulta numa excelente vitamina e não numa poção mortal. Esse é só um exemplo que podemos encontrar em nosso cotidiano.
Quem cria, por exemplo, a idéia de moda, beleza, conduta e etiqueta? Os meios de comunicação e as facções políticas são “fábricas” especializadas em manipular as pessoas para compartilhar das mesmas idéias e dos mesmos ideais.
Podemos ainda citar que no Brasil, no auge da ditadura, o ensino de Filosofia e Sociologia foram extirpados das grades curriculares justamente por formar pensadores. E naquele momento, não era isso que o país queria. Queriam pessoas que simplesmente aceitassem sua condição social e não a questionassem.
Adaptação de texto retirado do site Wikipedia
Passemos então, ao senso crítico, pois mentira, mesmo que repetida mil vezes, só se tornará “verdade” nas cabeças que as aceitarem como tal.

13 de nov de 2010

O SENSO COMUM.

Iniciarei uma reflexão sobre a postura das pessoas diante das mais diversas situações do cotidiano com um texto sobre o senso comum.
Em nossa conversa diária com as pessoas, surge uma série de opi­niões sobre os mais variados assuntos. Na maioria das vezes, essas opi­niões informais, que ouvimos ou emitimos em nossas conversas, refletem conhecimentos vagos, superficiais ou ingênuos a respeito dos inúmeros lemas que abordamos. Isto é, conhecimentos pouco profundos, adquiri­dos ocasionalmente no cotidiano, sem uma procura séria e reflexiva por parte das pessoas.
A título de ilustração, podemos dizer que faz parte do senso comum uma infinidade de "frases feitas", repetidas irrefletidamente, como as seguintes: homem que é homem não chora; o brasileiro é um povo pacífico; querer é poder; filho de peixe, peixinho é, etc.
Esse tipo de conhecimento mediano, compartilhado pela maioria das pessoas, constitui o senso comum. Pertence ao senso co­mum um vasto conjunto de concepções a respeito dos mais diferentes te­mas. Freqüentemente, essas concepções estão impregnadas de noções falsas, parciais ou preconceituosas. Entretanto, o senso comum não é formado, apenas, por concepções falsas ou incorretas mas, também, por concepções verdadeiras. O que as caracteriza, portanto, é o fato de serem produzidas por conhecimentos soltos, superficiais, que não nasceram de reflexões profundas e abertas.
O conhecimento do senso comum possui, habitualmente, as seguin­tes características gerais:
· imprecisão: conceitos vagos, sem rigor, que não definem claramente seu conteúdo e seu alcance;
· incoerência: associação, num mesmo raciocínio, de conceitos con­traditórios, que se anulam em termos lógicos;
· fragmentação: conceitos soltos, que não abrangem, de modo am­plo e sistemático, o objeto estudado.
Senso comum, ou conhecimento vulgar, é a primeira suposta compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social e das experiências atuais que continuam sendo efetuadas. O senso comum descreve as crenças e proposições que aparecem como normais, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas.
Quando alguém reclama de dores no fígado, esta pessoa pode fazer um chá de boldo que já era usado pelos avós de nossos avós, sem no entanto conhecer o princípio ativo das folhas e seu efeito nas doenças hepáticas. Ao mesmo tempo, quando atravessamos uma rua nós estimamos, sem usar uma calculadora, a distância e a velocidade dos carros que vem em nossa direção. Estes exemplos indicam um tipo de conhecimento que se acumula no nosso cotidiano e é chamado de senso comum e se baseia na tentativa e erro. O senso comum, que nos permite sentir uma realidade menos detalhada, menos profunda e imediata, vai do hábito de realizar um comportamento até a tradição que, quando instalada, passa de geração para geração.
No senso comum não há análise profunda e sim uma espontaneidade de ações relativa aos limites do conhecimento do indivíduo que vão passando por gerações. O senso comum é o que as pessoas comuns usam no seu cotidiano, o que é natural e fácil de entender, o que elas pensam que sejam verdades e que lhes tragam resultados práticos herdados pelos costumes.
Adaptação de textos dos sites: Rescogitans e Wikipedia