8 de abr de 2012

O OVO E OUTROS SÍMBOLOS DA PÁSCOA.

Os ovos de Páscoa:
O costume dos ovos de Páscoa, segundo a tradição, remonta aos povos antigos no início de sua conversão ao cristianismo. Simbolizam o próprio sepulcro do Senhor: estava fechado e rompeu-se numa explosão de vida plena. Um ovo, quando chocado, aparentemente não possui vida. Eis que, completando os dias, a casca se rompe e surgi uma nova criatura. Com o decorrer dos tempos, as pessoas passaram a encher cascas vazias com doces conhecidos ou, ainda, a confeccionar ovos de chocolate para presentear familiares e amigos. Ovo que se rompe, sepulcro que se abre: símbolos de nosso coração que, muitas vezes, persiste em fechar-se em si mesmo. Quem se abre para o novo, mostra-se nova criatura!
O coelho da Páscoa:
Exemplo de fertilidade, fecundidade, o coelho foi logo adotado como símbolo dos cristãos que cresciam rapidamente em número após a Ressurreição do Senhor. Apesar de perseguidos desde o início, muitos mantiveram sua fé. Regaram com seu precioso sangue o canteiro da Igreja nascente. Foram semente de vida nova para tantos que viriam depois. Seguiram seu Senhor em tudo: até mesmo no martírio. Na Páscoa nos lembramos de que tudo o que somos, toda a esperança que alimentamos, só tem sentido após a vitória do Senhor Jesus sobre a morte. Neste sentido, multipliquemos não só o número de nossos irmãos, mas a qualidade de nossa fé e testemunho.
O Círio Pascal:
Na noite de Aleluia, no Sábado Santo, o sacerdote entra na igreja, que está com as luzes apagadas, portando nas mãos uma grande vela chamada Círio Pascal. É símbolo do próprio Senhor, a luz da vida nova que dissipa toda treva do nosso coração. Como o povo de Israel outrora foi guiado pela coluna luminosa enquanto atravessava o deserto, também nós, hoje, somos guiados pela grande luz do Ressuscitado. Como esta vela que se consome mas, até se extinguir, gera vida ao seu redor, assim foi o mestre Jesus e assim devemos ser todos nós. Aprendamos a morrer cada dia, gerando vida, gerando luz: sinais de ressurreição entre as trevas do pecado.
O Cordeiro:
Tanto no Antigo como no Novo Testamento Jesus é apresentado como o Cordeiro de Deus. Sete séculos antes da vinda de Jesus, o profeta Isaías anunciou que o Messias seria levado à morte como um cordeiro, sem abrir a boca (Is 53,7). Também João Batista assim afirmou: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). No momento em que Jesus morria, era imolado no templo o cordeiro pascal, que os judeus costumavam sacrificar na Páscoa. O cordeiro imolado pelos hebreus outrora era símbolo da Páscoa, da passagem da escravidão para a libertação. Jesus, o novo e definitivo Cordeiro, derramou seu sangue num sacrifício único para que nossos pecados fossem perdoados e tomássemos posse do Reino prometido.
A SANTA CEIA DE LEONARDO DA VINCI
A Ceia Pascal:
Jesus, antes de ser entregue para o sacrifício, celebrou com seus discípulos a Ceia Pascal, conforma o rito dos judeus. Estes faziam como memorial da libertação operada outrora entre os hebreus no Egito. Jesus a celebrou como despedida, passagem sua deste mundo para o Pai. Jesus, na Ceia Pascal com os doze apóstolos, renovou e plenificou o conteúdo salvífico daquele rito tradicionalmente celebrado. Era a instituição da Eucaristia: presença permanente do Senhor em nosso meio. A Páscoa, sem estar unida à Eucaristia, é incompleta, não tem seu real significado. Também em nossas casas, o encontro ao redor da mesa fraterna nos recorda que estamos celebrando a alegria do Ressuscitado que venceu a morte.
A água:
Na noite do Sábado Santo, ou Vigília Pascal, costuma-se proceder à benção da água batismal. No início da criação o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Também outrora o povo de Israel, para ser libertado do Egito, atravessou o mar Vermelho a pé enxuto. A humanidade foi salva pelas águas do dilúvio, através de Noé e sua família. O próprio Jesus Cristo foi batizado nas águas do rio Jordão, e mandou que seus discípulos batizassem todos os povos. Água é vida: símbolo da vida nova trazida por Jesus e que nos foi doada no dia do nosso Batismo. Só ele mata nossa sede do eterno e dá sentido à nossa existência sobre a terra. Só ele é a verdadeira água viva!
O Aleluia:
Significa glória a Deus, exclamação litúrgica de alegria ou, ainda, da ação de graças. Sua origem é muito antiga na Bíblia. No início, pronunciava esta palavra o cantor dos salmos, sacerdote ou levita, e todo o povo respondia prontamente. Jesus e os apóstolos entoaram os salmos 113-118, chamados Hallel, pouco antes de se dirigirem ao horto das Oliveiras. Para o cristão, a palavra Aleluia significa toda a alegria, toda a ação de graças e glorificação que devem existir em seu coração pascal. É a festa de Jesus Ressuscitado! A comemoração do Sábado Santo se inicia com o sacerdote ou diácono que, entrando na igreja com o Círio Pascal, entoa solenemente o Aleluia. Que este ecoe em nossos corações durante cada dia deste ano!

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