30 de ago de 2011

DAENS, UM GRITO DE JUSTIÇA!

Outro dia assisti ao filme “Daens, um grito de justiça”, que apresenta o momento em que a Europa caminha do feudalismo para o capitalismo, no final do século XIX. O filme mostra claramente a dificuldade que se enfrenta quando se luta contra as injustiças sociais. É revoltante ver as situações de desrespeito à dignidade humana e as condições degradantes de trabalho pelas quais passaram aquelas pessoas, principalmente as mulheres e as crianças, que trabalhavam até dezesseis horas por dia e ainda tinham os seus salários reduzidos por não produzirem tanto quanto os homens. Muitas crianças até morreram literalmente atropeladas pelas máquinas, engatinhando debaixo delas para recolher o algodão que seria reaproveitado depois. Tudo, fruto da ganância!
Apesar de tudo isso, o filme nos traz uma forte mensagem de esperança, que nos faz acreditar que mudanças são possíveis. E sabemos que muitos vivem, ainda hoje, em condições não muito melhores do que aquelas mostradas no filme, e até bem perto de nós. Sempre me lembro de uma frase do filósofo irlandês do séc. XVIII, Edmund Burke, que diz que “ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco”, quando vejo questionados se os resultados serão compensadores, frente às dificuldades que serão enfrentadas quando se pensa em abraçar uma causa.
PE. ADOLF DAENS
Como nos mostra o filme, o Pe. Adolf Daens não se preocupou com as dificuldades que iria enfrentar e até que ponto poderia chegar, mas foi à luta para que, de alguma forma, a qualidade de vida daquela gente sofrida melhorasse. Ele fez a diferença e nós, se acreditarmos, também podemos fazer muito. Para terminar, cito dois pensamentos de São Francisco de Assis: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível; em breve estará fazendo o impossível”. “E depois que o Senhor me deu irmãos, ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu deveria viver segundo a forma do Santo Evangelho.”

Um comentário:

  1. Maravilhoso...muito bem colocadas suas palavras em relaçao ao filme.
    Eu assisti e nao tem como nao se indignar cm tal situaçao!

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