24 de abr de 2011

OITAVA DA PÁSCOA.

Os oito primeiros dias do tempo pascal formam a oitava da Páscoa. Seus primórdios, entendidos como um período celebrado com liturgia especial, remontam, no mínimo, ao começo do século IV, e mesmo até à segunda metade do século III, como é fácil de deduzir das homilias recém-descobertas de Astério Sofita sobre os salmos. Astério chama o dia da oitava de “segundo ‘oitavo dia’”.
A liturgia desta oitava era marcada não só pelo mistério pascal, como também pela consideração para com os neobatizados, que durante as celebrações diárias da eucaristia, eram introduzidos mais profundamente nos mistérios dos sacramentos da iniciação recebidos na noite da Páscoa. As homilias pascais de Astério, já mencionadas, podem ser apontadas como o exemplo mais antigo de tais “catequeses mistagógicas” de que temos conhecimento. As mais famosas, entretanto, são as cinco catequeses de Cirilo (João?), bispo de Jerusalém, da segunda metade do século IV, e os escritos “De mysteriis” (Sobre os mistérios) e “De sacramentis” (Sobre os sacramentos), da autoria de Ambrósio. Segundo Agostinho, a oitava da Páscoa é uma “ecclesiae consensio”, um costume unânime da Igreja, tão antigo quanto a Quadragesis (a Quaresma). Os fiéis deviam suspender seus trabalhos nesses dias, e tomar parte nas cerimônias diárias.
Esta semana era chamada antigamente de “semana branca” ou “semana das vestes brancas”. No Oriente é conhecida também como semana da renovação. Inicialmente, ela só terminava no domingo, o qual, por isso, tinha o nome de domingo das vestes brancas (domingo in albis). A partir do século VII, as vestes brancas dos neófitos eram depostas já no sábado, em conseqüência da antecipação da celebração da noite pascal para o Sábado Santo.
REPRESENTAÇÃO DA RESSURREIÇÃO DE JESUS NA COMUNIDADE SALESIANA DE PINDAMONHANGABA
Os cânticos de entrada da oitava de Páscoa da liturgia romana, executados pelo coro à entrada dos neófitos em vestes brancas, eram enfaticamente sintonizados com a presença dos recém-batizados e proclamavam a salvação por eles recebida. Assim lemos (ainda hoje) na segunda-feira: “O Senhor vos introduziu na terra onde correm leite e mel: e sua lei esteja sempre em vossos lábios, aleluia!”; na terça-feira: “Deu-lhes a água da sabedoria, tornou-se a sua força...”; na quarta-feira: “Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino...”; na quinta-feira: “Senhor, todos louvaram, unânimes, a vossa mão vitoriosa...”; na sexta-feira: “O Senhor conduziu o seu povo na esperança e recobriu com o mar seus inimigos”; no sábado: “O Senhor fez seu povo sair com grande júbilo; com gritos de alegria, os seus eleitos, aleluia!”; e por fim, no domingo branco (domingo in albis): “Como crianças, recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia!
Adolf Adam
(in O Ano Litúrgico, Paulinas, 1982, pag. 86-87)
Fonte: CNBB

15 de abr de 2011

MUSEU DE ARTE SACRA EM TAUBATÉ.

EXPOSIÇÃO "PASSOS DA PAIXÃO".

Inaugurado no dia 4 de dezembro de 2009, o Museu de Arte Sacra de Taubaté é administrado pela Mitra Diocesana da cidade.
Com a proposta de recontar e recriar o passado religioso da Região, o museu tem peças de Taubaté e cidades como São Luiz do Paraitinga e Redenção da Serra.
Entre as obras estão pinturas, esculturas, instrumentos musicais, partituras, acessórios e documentos.
O museu possui também um laboratório de restauro.
Fonte: Guia Taubaté

FOTOS DO MUSEU.




IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - SÉCULO XVIII.

IMAGEM DE SÃO BENEDITO - SÉCULO XVII.

8 de abr de 2011

COMO RECEBEREMOS O SOL NO DOMINGO DE PÁSCOA?

Estamos utilizando o Amor que Deus nos deu para aliviar a dor dos irmãos?
O que estamos fazendo com os braços fortes que Ele nos deu para levantar os nossos irmãos caídos?
E as mãos perfeitas que Deus nos deu para cuidar dos nossos irmãos doentes, temos utilizado bem ou estamos apenas usando o dedo indicador para mostrar as imperfeições dos irmãos?
Como nós, os nossos irmãos também esperam o Céu!
Até quando insistiremos em não ver a Face de Cristo no rosto dos irmãos?
A cada manhã lembraremos das imagens dos irmãos que sofrem até que consolemos o coração de Jesus ajudando os que precisam de nós!
Onde estão nossos irmãos?!?!
Reflexão sobre a música "Onde está o teu irmão".

2 de abr de 2011

JEJUM DA INTOLERÂNCIA!

TORRADAS QUEIMADAS.

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. Eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola. Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado. Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
- Adorei a torrada queimada...
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
- Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. Eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro; talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias! O que tenho aprendido através dos anos é que, saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como sua mãe, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar. A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apóia. Eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar; não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor. De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos. Então filho, esforce-se para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida a você e ao próximo.
Autor desconhecido
PARA REFLETIR:
Neste tempo de Quaresma, em que nos dizemos dispostos à conversão do coração, quantas vezes nos deparamos com "torradas", nem tão queimadas assim, e aproveitamos essa falha de alguém para descarregarmos todas as nossas fraquezas e frustações em cima de pessoas que nos querem tão bem? Mais importante até, do que o jejum alimentar, neste tempo quaresmal, é o jejum da intolerência! Abstenhamo-nos da intolerância, sempre, em em todo lugar!
Como nos mostra São Paulo em sua 1ª carta aos Coríntios, "o amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido."