13 de nov de 2010

O SENSO COMUM.

Iniciarei uma reflexão sobre a postura das pessoas diante das mais diversas situações do cotidiano com um texto sobre o senso comum.
Em nossa conversa diária com as pessoas, surge uma série de opi­niões sobre os mais variados assuntos. Na maioria das vezes, essas opi­niões informais, que ouvimos ou emitimos em nossas conversas, refletem conhecimentos vagos, superficiais ou ingênuos a respeito dos inúmeros lemas que abordamos. Isto é, conhecimentos pouco profundos, adquiri­dos ocasionalmente no cotidiano, sem uma procura séria e reflexiva por parte das pessoas.
A título de ilustração, podemos dizer que faz parte do senso comum uma infinidade de "frases feitas", repetidas irrefletidamente, como as seguintes: homem que é homem não chora; o brasileiro é um povo pacífico; querer é poder; filho de peixe, peixinho é, etc.
Esse tipo de conhecimento mediano, compartilhado pela maioria das pessoas, constitui o senso comum. Pertence ao senso co­mum um vasto conjunto de concepções a respeito dos mais diferentes te­mas. Freqüentemente, essas concepções estão impregnadas de noções falsas, parciais ou preconceituosas. Entretanto, o senso comum não é formado, apenas, por concepções falsas ou incorretas mas, também, por concepções verdadeiras. O que as caracteriza, portanto, é o fato de serem produzidas por conhecimentos soltos, superficiais, que não nasceram de reflexões profundas e abertas.
O conhecimento do senso comum possui, habitualmente, as seguin­tes características gerais:
· imprecisão: conceitos vagos, sem rigor, que não definem claramente seu conteúdo e seu alcance;
· incoerência: associação, num mesmo raciocínio, de conceitos con­traditórios, que se anulam em termos lógicos;
· fragmentação: conceitos soltos, que não abrangem, de modo am­plo e sistemático, o objeto estudado.
Senso comum, ou conhecimento vulgar, é a primeira suposta compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social e das experiências atuais que continuam sendo efetuadas. O senso comum descreve as crenças e proposições que aparecem como normais, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas.
Quando alguém reclama de dores no fígado, esta pessoa pode fazer um chá de boldo que já era usado pelos avós de nossos avós, sem no entanto conhecer o princípio ativo das folhas e seu efeito nas doenças hepáticas. Ao mesmo tempo, quando atravessamos uma rua nós estimamos, sem usar uma calculadora, a distância e a velocidade dos carros que vem em nossa direção. Estes exemplos indicam um tipo de conhecimento que se acumula no nosso cotidiano e é chamado de senso comum e se baseia na tentativa e erro. O senso comum, que nos permite sentir uma realidade menos detalhada, menos profunda e imediata, vai do hábito de realizar um comportamento até a tradição que, quando instalada, passa de geração para geração.
No senso comum não há análise profunda e sim uma espontaneidade de ações relativa aos limites do conhecimento do indivíduo que vão passando por gerações. O senso comum é o que as pessoas comuns usam no seu cotidiano, o que é natural e fácil de entender, o que elas pensam que sejam verdades e que lhes tragam resultados práticos herdados pelos costumes.
Adaptação de textos dos sites: Rescogitans e Wikipedia

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