4 de out de 2010

4 DE OUTUBRO - DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS.

CRUCIFIXO ATRAVÉS DO QUAL JESUS FALOU A SÃO FRANCISCO
“Francisco, se quiseres fazer a minha vontade, deves renunciar totalmente a ti mesmo; e doravante deves detestar o que até agora tens amado. Por isso só te será cara a humilhação, a abnegação, a pobreza; ao contrário: acharás amargo e insuportável aquilo que outrora te parecia agradável; e o que te incutia medo e estremecimento, te dará grande força e inefável alegria.”
Era a voz de Jesus que se fazia ouvir na solidão da velha igrejinha de São Damião e o convidava a subir a áspera montanha da perfeição.
O jovem quis a todo custo obedecer ao convite de Jesus e, com força suprema, se agarrou à pessoa Dele, subindo de degrau em degrau a escada da perfeição.
E eis ainda a voz do Crucifixo:
“Francisco, vá, repara a minha casa que se está arruinando.”

SÃO FRANCISCO SEGUIU À RISCA A RADICALIDADE DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO.
São Francisco de Assis (1182-1226), viveu apenas 44 anos e, no entanto, deixou em nossos corações uma marca indelével.
Para muitos, Francisco é apenas o santo da ecologia. Autor do hino ao "irmão Sol" e à "irmã Lua" (no video abaixo), conversava com pássaros e lobos, vivia numa cabana silvestre nas cercanias de Assis e nos deixou a expressiva oração que leva o seu nome. Foi dele a idéia de comemorar o Natal em torno do presépio.
Poucos sabem, porém, que Francisco foi o primeiro a questionar, no século 13, o capitalismo nascente, cujo embrião deita raízes no advento dos burgos e das manufaturas que, pela primeira vez, introduziram a produção em série.
Seu pai, o rico Bernardone, proprietário de indústria têxtil, importava da França tinturas para tecidos. Em homenagem à nação que lhe suscitava inveja, deu ao filho o nome de Francesco, "aquele que vem da França ou dos francos". Por um lado, a manufatura de Bernardone barateava o tecido; por outro, provocava o desemprego de milhares de artesãos, engendrando pobreza social.
Ferido após uma batalha, o jovem cavaleiro descobriu a radicalidade do Evangelho de Jesus e decidiu segui-lo à risca. Seu gesto de ruptura com a ordem burguesa, aos 24 anos, ressoou como sinal de contradição: Francisco ficou nu na praça de Assis.
Tal atitude não significou apenas despojamento ante a riqueza da família e da Igreja. Representou também uma ruptura com o pai, pioneiro do capitalismo. Francisco recusava-se a embelezar seu corpo com tecidos que deixavam nus os antigos artesãos da Perúgia, falidos diante do progresso da manufatura. Tornou-se pobre com os pobres, e sua opção evangélica encontrou resposta no coração enamorado de Clara.
Tamanha foi a repercussão do gesto de Francisco que, em vida, atraiu mais de 30 mil seguidores. À sua aproximação, muitas cidades italianas trancavam as portas de suas muralhas, temendo que ele arrastasse os jovens para a sua aventura evangélica. Diante de uma Igreja cujos papas competiam em ostentação com os reis, ele preferiu o caminho de Nazaré. Jamais foi padre e, sob pressão, concedeu apenas em receber o diaconato.
A primeira carta de São João, no Novo Testamento, é incisiva: "Se alguém possui os bens deste mundo e, vendo o seu irmão em necessidade, fecha-lhe o coração, como pode o amor de Deus permanecer nele? Não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de verdade" (3,17-18).
Fonte: Catolicanet

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