6 de jul de 2010

O PAI DE TODOS NÓS!


Ousamos dizer "Pai Nosso"!
Isso, ao mesmo tempo que é uma alegria, é uma imensa responsabilidade.
Jesus nos revela que Deus é Pai de todos e por isso é nosso Pai. Sua paternidade se estende igualmente a todas as criaturas, sem exceção. Em Jesus Cristo também somos irmãos e irmãs reciprocamente. Quem crê em Deus reconhece e valoriza os outros na sua dignidade de criaturas de Deus. Quem diz a Deus "PAI" tem que dizer ao outro "IRMÃO", "IRMÃ". Formamos todos e todas a grande família de Deus, onde o amor é o princípio, a lei, o dom que salva e alegra a vida.

O seu Reino é invocado, “Venha a nós o teu Reino”, e corresponde aos anseios mais profundos do coração humano. É para todos, mas destina-se preferencialmente aos excluídos, pobres, pecadores e a todos os que sofrem e são oprimidos, porque como em toda a família onde reina o amor, os mais frágeis sempre são alvo de maior atenção, cuidados e carinho. O Reino se realiza na vida de cada pessoa, nas relações interpessoais e na sociedade como um todo, na sua estrutura e organização, e na salvaguarda da natureza, criada para a glória do Senhor.
Para que o Reinado de Deus se manifeste na nossa vida, pedimos a vida plena para todos, simbolizada no “pão nosso de cada dia”. O pão que é nosso porque é de todos, deve ser partilhado solidariamente com todos os irmãos e irmãs. O pão que deve ser provido com generosidade também para os milhares de pessoas que são martirizadas pela fome, neste mundo de fartura e desperdício.
O perdão generoso de Deus e o nosso perdão resgatam a dignidade humana ofendida e humilhada. Não há verdadeira paz sem a dinâmica da reconciliação. Pedimos, portanto, a reconciliação com Deus e com os outros, colocando a nós mesmos como medida de perdão, ou seja, perdoando cordialmente o irmão e a irmã que estão em débito conosco e recebendo o perdão daqueles a quem ofendemos. Sem este perdão mútuo temos barreiras muito grandes para vivermos a verdadeira fraternidade.
Imploramos, enfim, a ajuda divina para não cairmos na tentação e nem consentir no mal. Suplicamos a força divina e dos irmãos(ãs) para sermos libertados do mal e de todas as suas conseqüências, muito concretizadas no nosso dia a dia, particularmente na corrupção, na injustiça social e em todas as formas de escravidão.
É importante também perceber que nossa dignidade humana está ligada à valorização que merece toda a criação. Na origem, a dignidade era um atributo dos poderosos, aos quais os que estão a eles submetidos deviam todo o respeito e mesmo a submissão. A isso se acrescentou, aos poucos, a escravização dos mais fracos, e também da natureza, aos caprichos dos poderosos e às exigências do lucro. No conceito cristão, porém, a dignidade humana decorre de uma ótica de fé, isto é, do lugar central e eminente em que Deus nos colocou na criação, não em função de nosso orgulho, mas com a missão de cultivar, guardar, promover a maravilhosa obra do Senhor. É também na nossa relação com a natureza que mostramos a nossa dignidade. Como filhos e filhas de Deus e cidadãos(ãs) do universo somos chamados a valorizar e a cuidar bem de tudo o que Deus cria. A natureza é o espaço onde nossa vida se desenvolve com dignidade. Ela deve ser conservada íntegra para que todas as gerações vivam num ambiente sadio. Hoje é cada vez mais clara a consciência de que a voracidade humana está destruindo a natureza e que sem uma retomada urgente do carinho humano para com a terra, nem ela e nem nós poderemos ter futuro.
fonte: CNBB

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